O Diogo Martins é um actor que nasceu no dia 1 de Março de 1992, em Lisboa.
e também participou em 2 projectos cinematográficos: Uroboro e programa #2018 de Jorge S. Correia e Rafael Guerra.
Também participou numa publicidade dos supermercados Jumbo.
Com este afastamento Diogo Martins sente
que o público o está a esquecer e isso é visível até quando anda na
rua. «Há sempre uma ou outra pessoa que por vezes me reconhece, mas o
facto de já não aparecer há algum tempo na televisão, e também de ter
tido uma mudança enorme em termos físicos, fez com que grande parte das
pessoas já não me reconheçam tão facilmente como quando estava a fazer
algum projeto.»
Ansioso por regressar aos grandes
projetos da ficção nacional, não tem dúvidas de que «se neste momento
algum projecto surgisse, obviamente que encarava o desafio com todo o
gosto e empenho porque é realmente das coisas que mais prazer me dá em
fazer».
Depois de manifestar o seu desejo em regressar será que alguma estação apostará no ator?


Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Diogo Martins. Estivemos à
conversa com o jovem ator que começou a sua carreira em 'Amanhecer' e
popularizou-se em 'Morangos com Açúcar', da TVI. Atualmente a estudar,
Diogo tem o desejo de voltar à televisão e diz ser a representação que o
realiza totalmente em termos profissionais.
ENTREVISTA
1- Olá Diogo. Antes de mais, obrigado por ter aceitado o nosso
convite. Começamos por perguntar porque estiveste 2 anos sem realizar
novos projetos em televisão. Opção ou falta de convites?
Infelizmente
já estou há 2 anos sem fazer nenhum projecto para televisão e confesso
que as saudades já são muitas. Passei 8 anos da minha vida com
sucessivos trabalhos em televisão, dos quais me orgulho muito de ter
participado, e que me fizeram também crescer como pessoa e
principalmente como actor. Assim que terminei a serie Rebelde Way, tinha
em mente puder parar um pouco para concluir os estudos e acima de tudo
para descansar, mas não contava em ficar assim tanto tempo sem que me
surgissem novos projectos. Acima de tudo este regresso ainda não se
sucedeu, não por opção, porque é sem dúvida algo que eu gostaria de
seguir na minha vida, mas principalmente por falta de convites, que de
facto não têm surgido.

2- Passaram 9 anos desde a tua estreia em televisão. Na altura com 11
anos foste considerado uma das grandes promessas a nível de
representação em Portugal. Como é que tudo começou?
Tudo começou
quando aos 10 anos, por brincadeira costumava juntar-me com os meus
primos, e fazíamos gravações em que imitávamos diversos programas que na
altura passavam na televisão. Quando a família se reunia para ver,
todos me diziam que tinha jeito para representar, até que um dia quando
surgiu um casting na televisão em que precisavam de pessoas dos 10 aos
20 anos, eu decidi inscrever-me, mas jamais imaginaria que no meio de
tantos milhares de pessoas eu pudesse ser o escolhido. Nisto, tive a
sorte de ser o eleito para integrar o elenco da novela Amanhecer, e tive
logo de partir para o norte, na região da Régua, para começar as
gravações do projecto. Foi sem dúvida algo que sempre pensei que nunca
conseguisse concretizar, mas com vontade e também muita sorte à mistura,
acabei por conseguir realizar um sonho que sempre tive.
3- Ainda hoje te reconhecem na rua ou esta ausência, precisamente
numa altura da tua vida em que mudaste bastante, fizeram com que tal
não acontecesse?
Há sempre uma ou outra pessoa que por vezes me
reconhece, mas o facto de já não aparecer há algum tempo na televisão, e
também de ter tido uma mudança enorme em termos físicos, fez com que
grande parte das pessoas já não me reconheçam tão facilmente como quando
estava a fazer algum projeto.
4- Como vês a televisão de hoje em dia, comparando também com o que era há 9 anos atrás?
Eu
penso que há 9 anos atrás, as pessoas tinham muito poucas oportunidades
de conseguirem entrar no meio da televisão, e hoje em dia acho que isso
está bastante mais acessível, até porque existe um projecto como os
Morangos com Açúcar, que facilmente lança novos caras aumentando assim
as possibilidades de as pessoas puderem mostrar o seu talento.
5- E em termos de qualidade de conteúdos?
Em termos de
qualidade, acho que de facto a ficção portuguesa está a evoluir bastante
e grande prova disso, é o reconhecimento que uma novela portuguesa teve
a nível internacional, ganhando então um prémio pela qualidade de todo o
projecto realizado. Penso que a ficção portuguesa está sem dúvida a ir
num bom caminho, mas é de relembrar que também não devem ser esquecidos
grandes actores portugueses que neste momento estão sem puder fazer
aquilo que realmente gostam, por não terem convites por parte de quem
produz as novelas. Esses mais do que ninguém devem ser preservados,
valorizados e não esquecidos, porque também fazem parte da grande
evolução que a ficção portuguesa teve nos últimos tempos.
6- O teu último projeto em televisão foi Rebelde Way. A novela, na
altura em que foi exibida, não obteve o sucesso esperado, acabando por
ser emitida à tarde. A que achas que se deveu esta dificuldade de se
impor? E como vez a reposição da mesma, que terminou recentemente, nas
manhãs de fim de semana?
A Rebelde Way, foi um projeto em que
foram depositadas enormes espectativas, para rivalizar com um produto de
longa data como os Morangos com Açúcar, mas acabou por não ser o que
realmente se esperava, não tendo assim o sucesso desejado. Penso que o
facto de haver um público muito fiel ao projecto Morangos com Açúcar,
fez também com que grande parte dessas pessoas se desinteressasse pela
série Rebelde Way que passava no mesmo período horário. Relativamente à
reposição da mesma nas manhãs de fim de semana, penso que é sem dúvida
bastante mau para os actores que participaram nessa série, porque acabam
por estar sempre ligados a um produto que já não estão a fazê-lo há
imenso tempo, limitando assim as possibilidades de terem a oportunidade
de integrarem outros projectos visto que ainda estão associados à série
Rebelde Way.
7- Consideras as audiências importantes nos
projetos em que participas? E em termos de contacto com o público na
rua, como lidas com isso?
As audiências são importantíssimas para
assegurar um determinado projecto, até porque se esse mesmo projecto
não tiver as audiências pretendidas, dificilmente permanecerá no ar
durante muito mais tempo. Em termos de contacto com o público na rua,
nos primeiros tempos era mais difícil para mim, porque era totalmente
desconhecido, e de um dia para o outro passei a ser conhecido por todas
as pessoas que me viam na rua. Hoje em dia já lido naturalmente com a
situação e tento sempre receber todo o carinho e afecto que essas
pessoas me transmitem, respondendo sempre da forma mais grata possível,
até porque são também essas pessoas que determinam o sucesso da carreira
de um ator.

8- Sabemos que muito recentemente tiveste ainda uma participação
especial na série Pai à Força, no episódio 25 desta nova temporada, que
foi para o ar em Março deste ano. Como foi este curto regresso à
televisão?
Apesar de ter sido apenas uma participação especial,
deu para recordar grandes momentos que anteriormente passei, para rever
alguns técnicos que trabalharam comigo, e acima de tudo para aliviar uma
saudade imensa que tinha de representar.
9- Com esta participação na série Pai à Força podemos dizer que já
estiveste envolvido em projetos dos 3 canais generalistas mais vistos em
Portugal. Em apenas 5 anos participaste em grandes sucessos como os
Morangos, os Malucos do Riso, Floribella ou Clube das Chaves. Qual o
projeto que mais te marcou e porquê?
De certa forma todos os
projetos que fiz marcaram-me de uma maneira muito positiva, e em todos
eles sempre fui ganhando mais experiência ao longo do tempo, mas se
tiver de escolher um, posso dizer que o Clube das Chaves foi sem dúvida o
que mais gozo me deu de fazer, porque a série era composta por um
elenco da minha idade em que todos nós tínhamos uma perfeita
cumplicidade, era apenas gravada aos fins de semana não ocupando assim
grande parte do tempo que tinha e também não interferindo com o período
escolar e havia um espirito de boa-disposição e bem-estar entre os
atores e técnicos que era evidente.
10- Gostarias de voltar à televisão num projeto onde tivesses um papel fixo? Em que tipo de formato gostarias de participar?
Voltar
a fazer um projecto em televisão é algo que sem dúvida alguma quero
repetir. Não sei ao certo quando isso poderá acontecer, até porque não
depende só da minha vontade para voltar a trabalhar em televisão, mas se
neste momento algum projecto surgisse, obviamente que encarava o
desafio com todo o gosto e empenho porque é realmente das coisas que
mais prazer me dá em fazer. Para quem gosta e vive a representação, acho
que escolher o formato e a personagem que gostaríamos de desempenhar é
totalmente subjetivo, porque qualquer desafio que surja tem de ser
encarado sempre com o mesmo profissionalismo e dedicação.
11- Representar é o que queres fazer para o resto da vida?
Por
experiência própria sei que a profissão de ator é muito instável. O
sucesso é efémero, mas se pudesse escolher, representar era aquilo que
gostava de seguir para o resto da minha vida, porque sei que numa
profissão destas o principal é o talento e a humildade, virtudes
necessárias para seguir esta carreira.
Em poucas palavras…
O meu ídolo é... o meu irmão
O meu ator de eleição é... Denzel Washington
A minha atriz de eleição é... Dakota Fanning
Um programa que não perco na TV é... Extreme Makeover
O filme da minha vida é... Man on fire
A musica que mais oiço é...
impossível de dizer uma, oiço quase todo o tipo de musicas. Não há
nenhuma que consiga ouvir varias vezes ao dia, gosto de variar.
Representar é... aquilo que plenamente me preenche em termos profissionais.
O meu maior sonho é... ter uma vida repleta de momentos de pura felicidade e acima de tudo vividos com muita saúde.
Daqui a 10 anos quero estar... concretizado pessoal e profissionalmente, se possível junto das pessoas que mais amo.
O Diogo Martins é.. um
bom amigo, um divertido por natureza, uma pessoa que vive em prol do
bem estar das pessoas que mais gosta, possui um forte carácter de
humildade e gratidão e tem como maior defeito o seu feitio tremendamente
orgulhoso.
"VIAGEM À RODA DA PARVÓNIA"
Teatro Experimental de Cascais