terça-feira, 7 de maio de 2013

Kumpania Algazarra : "A festa continua - e com Pudim, porque tem que se adoçar a vida!"

Kumpania Algazarra

Kumpania Algazarra é uma banda portuguesa de música folk, com inspirações nas músicas cigana, ska e dos balcãs.1
 

Formação

Discografia

Álbuns de Estúdio

"Kumpania Algazarra" (2008) (CD, edição de autor)

  1. Almighty Love
  2. Donde La Vida Va
  3. Supercali
  4. Libérez Le Monde
  5. Maribor
  6. Gipsy Reggae
  7. Just One Step
  8. Skabicine
  9. Naygeri
  10. Pekarna
  11. Wild Zone
  12. Oh Cidade
  13.  

Kumpania Algazarra Remixed (2010) (CD,Footmovin’ Records) 2

  1. Oh Cidade Stereossauro Remix
  2. Wild Zone Nsket Remix
  3. Supercali Xoices Remix
  4. Donde la vida va Sam The Kid Remix
  5. Naygeri Beat Laden Remix
  6. Liberez le monde Woman in Panic Remix
  7. Wild zone Kronic People Remix
  8. Gipsy Reggae Mee_k Remix
  9. Just one dub Naty Fred Remix
  10. Maribor Infestus Remix
  11. Donde la vida va Inner G Remix
  12. Liberez le monde Mushug Remix
  13. Skabicine Beat Dictator Remix
  14. Liberez le monde Yanus Project Remix
  15. Oh Cidade Pavel Nikov Remix

Ao Vivo FMM2011 (2011) (Optimus Discos) 3

  1. Intro/Madlei
  2. Supercali
  3. Oh Cidade
  4. Bailinho
  5. Wild Zone

"Kumpania Algazarra - A Festa Continua" (2013) (CD, NMusic)

  1. Rise Up and Get Ready
  2. Pudim
  3. Maré
  4. Me No Slave
  5. Será Chuva
  6. A Festa Continua
  7. De Roda do Tacho
  8. Por Aqui
  9. Stretching
  10. Bachará
  11. Bambara
  12.  

Presenças na TV

  • 5 Para A Meia Noite, RTP1, Agosto 2010 - com Filomena Cautela
  • Curto Circuito, SIC, Novembro de 2010
  • Sic Notícias, Dezembro 2010
  • Nós, RTP2, Janeiro 2011
  • Ir é o Melhor Remédio (Jornal da Noite), SIC, Dezembro 2012
  • Tavira Em festa, RTP1, Março 2013
  • Curto Circuito, SIC, Abril 2013
  • 5 Para A Meia Noite, RTP1, Abril 2013 - com Nilton
  • Art agus Tomaí san Eoraip [Português: Art e Tommy em Europa] (Episódio 3), BBC TWO (UK), April, 2013
  •  

Referências

Ligações Externas

Kumpania Algazarra

 

Kumpania Algazarra: Apresentação -
Estamos em boa Kumpania, por isso toca a fazer muita Algazarra. Esta música é de festa! Os kumpania Algazarra são uma banda portuguesa que misturam várias cores no seu som, sempre tons alegres!
Kumpania Algazarra - Kumpania Algazarra
Estes rapazes de Sintra têm o coração nos Balcãs; melhor, têm o corpo espalhado pelos quatros cantos do mundo, numa viagem incessante de descoberta e prazer. Haja alegria que este povo anda triste. Uma tristeza interminável, rasgada por uma loucura sonora que passa pelo ska, pelo reggae, pelo funk, pelas sonoridades cubanas, arábicas e latinas, pelo klezmer, pelo afrobeat, pelo...pelo...pelo...eu sei lá. É uma espécie de jogo do vale tudo, onde vale principalmente dançar, dançar bastante e sorrir. É a expressão da loucura da fusão, da confusão. O que interessa isso?
É isto o que nos diz este "Kumpania Algazarra"; depois de 4 anos de rua, o grupo de Hugo Fontaínhas - bateria, Hélder Silva - percussão, Nuno Salvado (Biris) - acórdeão, Luís Barrocas (Trinta) - guitarra, saxofone e voz, Pedro Pereira - contrabaixo, Francisco Amorim (Kiko) - trombone, Ricardo Pinto - trompete e Luís Bastolini - clarinete - com o flautista Willi Kirsch como convidado na gravação, sentiu a necessidade de passar para o recato do lar, a festa que lhes ferve nas veias. Mas não tenhamos ilusões, não é nem nunca será a mesma coisa. Este é apenas o cheirinho necessário e mais que suficiente para nos levar a sair de casa e procurar a Kumpania Algazarra num beco qualquer. Com um pouco de sorte, até os encontramos, ao vivo e a cores, com eles e nós gostamos.
Enfim, é uma longa e dispersa viagem, por tantos e tantos lados, que os lados perdem a importância. Só o resultado interessa, a boa disposição, a alegria, a capacidade de nos surpreender. São tantos os sons; às vezes ficamos com a ideia que nem eram necessárias palavras. A energia está toda no som. Está toda lá. Não restem dúvidas, esta Kumpania existe para ser vista e ouvida ao vivo; não sendo possível, temos o disco o que também é muito bom!

Kumpania Algazarra | “A Festa Continua”

A festa continua, seguramente. E a banda actou no dia 11 de Abril e conversou com os fãs no Bar do Teatro Rápido e ofereceu um showcase exclusivo
Banda originária de Sintra, os Kumpania Algazarra protagonizam, desde a sua formação, em 2004, uma personificação do festim natural da tão conhecida serra do Palácio da Pena: uma fusão entre o verde puro e o vendaval dos montes; entre a chuva que tantas vezes disfarça perante a limpidez do céu.
Composta por 9 músicos, encabeçando, cada um deles, instrumentos caracteristicamente bálticos, a banda assemelha-se vivamente ao folk universal, polvilhado pelo ska, encantado pelas origens ciganas da zona dos Balcãs. Culmina, então, num som enérgico, detonado por clarinetes e trombones e percussões frenéticas e espontâneas, semeadas pela noção social que aparenta existir no âmago das composições: uma sátira constante ao nosso Portugal, acompanhada pela inerente inconsciência patriótica de sorrir perante os ouvintes, sorrindo estes de volta.
De facto, o álbum de estreia homónimo, de 2008, que tantas estradas portuguesas percorreu, tinha como essência essa diversidade perante o que se faz hoje, afirmando-se como um carpe diem de tons Gogol Bordello look alike. Afirmou-se como uma inauguração pessoal sólida, com propósito e direcção, com precaução no êxtase para que as melodias de KA tendem, obtendo um equilíbrio de renome quanto à pequena diferença que distingue a vulgaridade e o comedido.
“A festa continua”, entretanto. Nesta progressão sintrense, verifica-se uma juventude sonora mais vincada do que no début; existe uma frugalidade mais complexa, uma espontaneidade contínua e eficaz. Esta característica não é exclusiva das composições mais progressivas: de facto, os sopros e as percussões vêem, hoje, um horizonte mais extensivo, mas também a fusão de géneros se torna uma constante ao longo do trabalho, protagonizando uma diversa sonoridade que se demonstrava latente. A sátira social genuína dos Kumpania ferra os dentes no rock folclórico de Maré, metamorfoseando-se este, mais tarde, numa derivação ska dos blues, por exemplo.
 
Trata-se, portanto, de vírgulas transformadas em apóstrofes; a conformação estreante desenvolvida na sua consequente desinibição. «Me No Slave» floresce em ritmos definidos, num monólogo musical dançante, em seis minutos de sopros funkys. Por vezes, no entanto, verifica-se uma deslocação demasiadamente altiva que infere a zona de conforto mínimo desta Algazarra: «A Festa Continua», traçada levemente por reggae e música popular, descai na vulgaridade rural da composição lírica contrastante, entre austeramente limitadas palavras de propaganda à banda e letras para Portugal e da melodia que perde em consistência e vence em volatilidade ignóbil.
Enfim, excepções. Imediatamente antes, «Será Chuva» é perpétua na, provavelmente, mais significativa faixa. Do crescendo conformado nasce uma explosão de trompetes, ecoando “Será chuva, será gente / Quem seja vai entrar na corrente. / Movimento oscilante / Faz-nos por os pés mais adiante” como um impulso de disposição tão identificável na banda. Esta dicotómica existência produz momentos de resignação que se dissipam, prontamente, na irreverência sonora: um álbum talhado para a realidade.
E persiste até ao fim. Um récord produzido de coração, para o espírito, com uma inovação musical que, embora não saia incólume, excepcionando, culmina num interesse honesto e justificado, na comemoração vitalícia propositada que é realmente a razão de ser dos Kumpania Algazarra. «Bambará» termina dignamente esta monarquia festivaleira, essa generalidade que não se revê numa monotonia carnavalesca; a festa continua, seguramente.
“A Festa Continua” foi lançado no dia 8 de Abril (segunda-feira).
Conversa e showcase exclusivo para fãs
Com um novo álbum acabado de lançar, os Kumpania Algazarra apresentaram “A Festa Continua” aos seus fãs em discurso directo e aberto a todos na quinta-feira, 11 de Abril, no Bar do Teatro Rápido. Foi uma fantástica oportunidade para os fãs conhecerem os membros da banda e fazerem-lhes todas as perguntas que sempre quiseram fazer. A conversa começou às 21.30 e foi moderado por Diogo Montenegro, da RDB. No final, os Kumpania Algazarra deram um showcase inédito e exclusivo para todos os presentes.
A entrada foi gratuita, mas os lugares foram limitados.

 Kumpania Algazarra em entrevista: "A festa continua - e com Pudim, porque tem que se adoçar a vida!"
Palco Principal – Cinco anos passaram desde o vosso último álbum de originais. Porquê um compasso de espera tão grande entre edições?
Luís Barrocas – Na verdade, já éramos para ter voltado há mais tempo, mas tivemos uns pequenos percalços… Tivemos que recorrer a uma plataforma de crowdfunding – a massivemov – e isso fez com que os prazos se estendessem um pouco. Os fãs já nos pediam uma segunda marca de originais, perguntavam quando teríamos um novo disco e andámos a trabalhar nisso todos os dias destes cinco anos, 24 horas por dia.
Francisco Amorim – Depois de gravarmos o primeiro disco, andámos muito concentrados em tocar ao vivo e metemos a nossa energia nisso. A dada altura, pensámos que já era tempo de voltarmos a estúdio, mas esse é um processo que se pode revelar muito demorado.
PP – O crowdfunding revelou-se uma ferramenta vantajosa para os Kumpania Algazarra?
LB – Sem dúvida. Estamos muito gratos. É sempre bom saber que temos fãs e amigos que investiram num álbum que, à partida, não conheciam. Sentimos uma outra força, porque com as dificuldades às vezes perde-se um pouco de ânimo, mas isto foi uma lufada de ar fresco, um presente, que é sempre bom receber.
FA – O crowdfunding é importante, não só para nós, como também para outros projetos culturais diferentes, porque é uma alternativa que nos permite ser independentes da indústria ou de plataformas mais institucionais. É um incentivo para que as pessoas façam as coisas por elas próprias e isso tem muito valor. Para nós, então, foi espetacular ver que, não só pessoas que conhecemos, mas também pessoas de outros países, como os Estados Unidos da América, Brasil e Holanda, quiseram apoiar o nosso projeto, porque gostam muito da nossa banda e queriam comprar um disco. Este crowdfunding começou há cerca de um ano e estamos, agora, no processo de enviar todos os discos.
PP – Escolheram para título do novo álbum “A Festa Continua”. Mas quer-nos parecer que os portugueses não estão muito para festas…
FA – Os portugueses são um povo bastante festivo e um público muito bom. Temos vindo a experienciar isso ao longo da nossa carreira. “A Festa Continua” pode ter bastantes interpretações: a festa continua apesar dos problemas que estamos a atravessar, porque as pessoas não se podem deixar ir abaixo, e animar a malta é uma maneira de juntar as pessoas e fazê-las ter uma perspetiva mais positiva; ao mesmo tempo, a festa continua pode ter o mesmo significado de “a luta continua”. São duas maneiras de interpretar o título. Cada um de nós vê à sua própria maneira.
 
 Troika & Kumpania - no É a vida Alvim de hoje
 
A Kumpania Algazarra está de volta com um novo álbum de originais. Chama-se “A festa continua”. Vamos recebê-los no programa de hoje: arredem os sofás e tirem da sala as louças caras, para que não se parta nada.

Com a Kumpania, teremos também João Camargo, autor do livro «Que se Lixe a Troika» (edição Deriva). Do Prefácio de Boaventura Sousa Santos a este livo, podemos ler: «As análises contidas neste livro explicam, de modo acessível a leitores não especialistas, como foi engendrada a crise financeira. Entregue a si próprio, depois de ter neutralizado o direito nacional e internacional que de algum modo o controlava, o capital financeiro nacional e internacional envolveu-se em aventuras financeiras que geraram lucros fabulosos para os seus protagonistas. Quando as condutas irresponsáveis (pondo em risco pensões e aforros arduamente conquistados pelos cidadãos), moralmente repugnantes (violando a confiança e a boa-fé dos depositantes) e mesmo criminosas (evasão fiscal de proporções gigantescas) finalmente deram para o torto, o capital financeiro mais uma vez capitalizou no controle que tinha assumido sobre as instituições públicas para continuar a prevalecer sobre os cidadãos. Assim, o gigantesco enriquecimento ilícito que gerou a crise continua sob a forma de resgates e recapitalizações bancárias supostamente para "resolver" a crise.»

É A VIDA ALVIM: de segunda a sexta, no canal Mais TVI entre as 22 e as 23. Repetição na TVI entre as 04.50 e as 06.00. Também disponível no serviço Iris Zon e na Restart TV da Meo. Emissões disponíveis online aqui: http://www.tvi.iol.pt/programa/4773
Kumpania Algazarra
Sexta feira, grande festa em Coimbra, com Gogol Bordello e Brass Wires Orchestra!
10/5 às 23:45
Aderir · 50 pessoas vão
10 de Maio – Sexta Feira
Estudante – 9€
Não Estudante – 14€

CAFÉ-RESTAURANTE SANTA CRUZ - Café Santa Cruz festeja 90 anos determinado a vencer nova crise

 
A inauguração do luxuoso Café-Restaurante de Santa Cruz ocorre a 8 de Maio de 1923 e é notícia em todos os periódicos da altura. Esta data foi escolhida uma vez o Café se localiza na Praça 8 de Maio.
O edifício, construído de raiz em cerca de 1530, para servir de igreja paroquial, conheceu outras funções após a sua dessacralização: um armazém de ferragens, uma esquadra de polícia, armazém de canalizações, casa funerária, estação de bombeiros...
Após muita e demorada controvérsia acerca da instalação de um café restaurante de estilo manuelino, junto da Igreja de Santa Cruz, tudo se resolve com a alteração do projecto fachada da autoria do arquitecto Jaime Inácio dos Santos.
 

A Igreja Paroquial de São João de Santa Cruz

A passagem de João III de Portugal por Coimbra em 1527, a reforma do Mosteiro de Santa Cruz e a instalação da Universidade de Coimbra alteraram profundamente a feição da cidade.
Para a direção do Mosteiro de Santa Cruz foi nomeado o reformador frei Brás de Braga, que partira em 1517 para estudar em Paris, tendo regressado a Portugal em 1525 para ocupar o cargo de Prior do Mosteiro da serra de Sintra. Entre outras, a missão de Frei Brás em Coimbra passava pela reestruturação das dependências conventuais, modernizando e construindo edifícios.
Extinto o pequeno Convento de São João das Donas, e restaurada a Igreja de Santa Cruz à dignidade do panteão dos primeiros monarcas, seria de toda a conveniência reservar esta para o uso quotidiano e exclusivo dos frades crúzios. Para esse fim, decidiu-se erguer de raiz uma nova igreja que servisse a paróquia de São João da Cruz. Esta foi principiada por Frei Brás de Braga por volta de 1530, com projeto do arquitecto Diogo de Castilho, ficando conhecida como Igreja de São João de Santa Cruz.
Com a Extinção das ordens religiosas masculinas (1834) a sede da paróquia foi transferida para a antiga igreja monástica. Consequentemente, a Igreja de São João de Santa Cruz conheceu um período de abandono, agravado pelo processo de regularização do traçado das ruas da cidade, com a subida da cota do pavimento exterior frente à igreja.

O Café-Restaurante Santa Cruz

Após a sua dessacralização, o edifício conheceu diversas funções, sendo utilizado como armazém de ferragens, esquadra de polícia, armazém de canalizações, estação de bombeiros e mesmo como casa funerária.
Classificado como Monumento Nacional desde Outubro de 1921, no início da década de 1920 o imóvel foi adaptado às funções de café-restaurante, por iniciativa dos empresários Adriano Ferreira da Cunha, Adriano Viegas da Cunha Lucas e Mário Pais. Com uma nova fachada em estilo neo-manuelino, o projeto foi assinado pelo arquitecto Jaime Inácio dos Santos. A inauguração do Café Santa Cruz ocorreu a 8 de Maio de 1923.
Em 2002 teve lugar uma renovação do espaço, com projeto dos arquitetos Luísa Marques e Miguel Pedreiro. A intervenção procurou clarificar e potenciar a utilização deste espaço, de qualidades arquitectónicas invulgares, como pólo cultural privilegiado da cidade de Coimbra.

Características

A fachada do primitivo templo seria muito singela, com apenas um portal com três pequenas aberturas na parte superior. Aquando da reforma de 1923, esta foi bastante alterada e, após acesa polémica, ficou com o atual aspecto revivalista, abrilhantado por um conjunto de vitrais. O interior, agora revestido por espaldares de madeira, também data dos inícios do século XX.
Internamente a construção é abobadada, dividida hoje em três tramos (a primitiva igreja apresentava apenas dois). O arco cruzeiro marca a divisória para aquilo que teria sido outrora a capela-mor, também ela abobadada em forma estrelada. A iconografia utilizada, e ainda hoje visível, é variada: flor de lótus, o cordeiro, o sol, a lua, folhas de acanto, entre outras tipicamente cristãs.

Mérito empresarial para Café Santa Cruz

Café Santa Cruz DR
A câmara de Coimbra aprovou ontem a atribuição de medalha de mérito empresarial – grau ouro ao Café Santa Cruz.
Segundo a proposta, subscrita pela vice-presidente Maria José Azevedo Santos, é dito que aquele café é “um espaço emblemático da cidade”, tendo os seus responsáveis “sabido gerir a sua atividade comercial com uma postura pró-ativa e revelando dinamismo e criatividade na sua relação com o público-cliente”.
O café Santa Cruz abriu ao público em 1923, após adaptação de uma antiga igreja paroquial, na Baixa da cidade, contígua à igreja e ao mosteiro que acolheram os frades crúzios até 1834.
«Numa época de crise, algumas pessoas criaram aqui um café-restaurante que seria uma referência nacional», afirma à agência Lusa Vítor Marques, um dos gerentes.
 

Café Santa Cruz festeja 90 anos determinado a vencer nova crise

Concebido como café-restaurante no conturbado rescaldo da I Guerra Mundial, o Santa Cruz de Coimbra assinala 90 anos, na quarta-feira, com os atuais donos determinados em contrariar mais uma crise económica.

Os 90 anos do Café Santa Cruz estão a ser cuidadosamente preparados pela gerência deste espaço histórico. Vítor Marques pretende que as comemorações envolvam a cidade e a população e, nesse sentido, lança um apelo para que todos os que tenham fotos deste espaço as partilhem, para que integrem a exposição que será apresentada por ocasião do aniversário.
Corria o ano de 1923 quando o “luxuoso café” se apresentou ao público, mais precisamente no dia 8 de maio, na mesma data que dá nome à praça onde se encontra localizado. Noventa anos depois, são muitas as mudanças verificadas na cidade. Contudo, o majestoso edifício mantém toda a sua opulência, atraindo a população e os muitos turistas que visitam Coimbra. O Café Santa Cruz continua a ser uma referência e, neste momento festivo, a gerência pretende abri-lo ainda mais à cidade.
Para assinalar estes 90 anos, a gerência está a preparar um programa abrangente que se irá estender por uma semana, estando marcados os principais eventos para o dia 7, 8 (dia do aniversário) e 11 de maio.
A inauguração da exposição “90 anos, 90 fotos” é uma das iniciativas que vai marcar esta efeméride. Vítor Marques lançou um apelo para que todas as pessoas que tenham fotos antigas do café as partilhem, de forma a que possam integrar a exposição que a gerência irá apresentar nessa altura.
“Para que este projeto se torne realidade, e porque há muitas imagens dispersas e decerto inéditas, gostaríamos de contar com a preciosa colaboração de todos os clientes e amigos neste desafio, fazendo-nos chegar todos os registos fotográficos que possam ter sobre o café. O tempo é curto, muito curto, por isso pedimos a vossa rápida e preciosa colaboração”, apela a gerência do Santa Cruz.
As fotografias deverão ser remetidas para o e-mail geral@cafesantacruz.com ou partilhadas na página de FacebookCafé Santa Cruz
Neste momento, estão já reunidas 20 fotografias, imagens diversas, várias a preto e branco, que testemunham várias fases do café e do edifício onde está instalado. Algumas delas foram tiradas ainda nos inícios do século XX e recordam outras vivências da cidade, levando o público a recuar ou a imaginar a Coimbra dos tempos dos carros de bois e das charretes.
 Programação irá reforçar a ligação do café à cidade  
Mais do que reunir fotografias do café, Vítor Marques pretende encontrar imagens das vivências de Coimbra e da sua Baixa, demonstrando que o Café Santa Cruz é parte integrante deste espaço e que as suas histórias se confundem.
“Não queremos propriamente só fotografias do café. Queremos reviver momentos e estabelecer uma grande interação com o público”, realça. A intenção é apresentar fotografias diferentes das que se encontram facilmente na internet e nos postais da cidade. A gerência do Santa Cruz quer encontrar “fotos com histórias”, com “pessoas dentro”. Quer, no fundo, reunir “fotos que nos tragam boas recordações” e que venham enriquecer o café e a própria cidade.
Com este “recordatório” fotográfico, o Café Santa Cruz pretende demonstrar também as várias mudanças que foi sofrendo ao longo destes 90 anos. Vítor Marques lembra que o café “está sempre em mudança”, apto a adaptar-se e a responder às exigências que a sociedade foi impondo e à própria evolução da sociedade.
Esta exposição será apenas um dos pontos altos das comemorações. Apesar de ainda não adiantar pormenores, Vítor Marques explica que está tudo planeado e que estes 90 anos ficarão marcados por “três grandes momentos” distintos que irão “reforçar a ligação à cidade e mostrar o que tem sido feito nos últimos tempos”. Este programa servirá também, como sublinha, para “projetar mais o café a nível nacional” e para “lançar um novo desafio para os próximos dez anos”.
“Para nós, o importante é relembrar às pessoas tudo aquilo que o café fez nos últimos 90 anos, o que é que faz no presente e o que espera fazer no futuro. Queremos relembrar toda a sua história, ao mesmo tempo que projetamos o seu futuro”, sublinha.

 O Café Santa Cruz apresenta todo o seu esplendor com o cair da noite, as cores do seus vitrais, a cor da pedra, o seu mobiliário antigo fazem dele um dos símbolos da praça 8 de Maio e da cidade de Coimbra.

Local de tertúlias, encontros de amigos e antigos doutores e estudantes é hoje um dos poucos que resiste à mudança nesta cidade, a "Brasileira" , o " Café Internacional" outrora símbolos de várias gerações entre outros, não resistiram a esta vida "louca" que procuramos inverter.

Aqui, se podem ver exposições de pintura, fotografia entre outras, são feitos debates sobre a cidade seu costumes e suas gentes, ainda se podem ouvir as tunas e fadistas contando o que é mais puro, o fado de Coimbra. Entre a Igreja de Santa Cruz (Panteão Nacional), o Café Santa Cruz e a Praça 8 de Maio é assim que mostro um dos local de eleição para quem visita a cidade de Coimbra.Festa na Praça 8 de Maio (Queima das Fitas) -
Entre o ler o jornal, beber um café e comer um bolo, pode pedir para engraxar os sapatos, fazendo deste modo relembrar e perdurar uma profissão (engraxador) em risco de acabar.



CAFÉ-RESTAURANTE SANTA CRUZ
 
Fica situado na Praça 8 de Maio, em Coimbra, ao lado da Igreja com o mesmo nome. É um local mítico da cidade, muito bonito e onde se pode saborear o bom café, conversar em boa companhia e observar a beleza que compõe este belíssimo edifício. Na sua frontaria pode-se ver artística composição de vitrais.