quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O amor vence tudo. Mesmo a crise?

Casal


Sem discussões

Não deixe a crise afetar a sua relação

Não deixe a crise afetar a sua relação
Número um das causas de separação, o dinheiro pode acabar com um grande amor. Numa altura de grandes despesas, proteja o coração, controlando as dívidas.
É difícil levar a vida a dois sem mais problemas, mas já diz o ditado: “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Esta é uma altura de grande consumismo e, em plena crise económica,levar uma vida desafogada, é realmente um desafio. O problema é que a contenção gera conflitos e a falta de dinheiro atira muitas relações para a ruptura. Ana e Pedro caíram na rede do endividamento com a chegada do Natal do ano passado; com o poder de compra a baixar, mantiveram o mesmo nível de vida e o resultado foram dívidas acumuladas em cartões de crédito e contas-ordenado.
 

 Quando começaram a não ter soluções imediatas para a falta de dinheiro, surgiram os problemas: “Ele controlava apenas as minhas contas, mas não olhava para os gastos dele e, em parte, culpava-me pelas nossas dívidas”, conta Ana. O casal começou a discutir continuamente e a separar todas as contas.
 “Chegámos a falar em divórcio porque a pressão para saldar dívidas é muito grande”, diz a jovem. Mas quando os sogros de Ana descobriram a situação financeira do casal, decidiram intervir para tentar salvar um casamento que consideravam acertado. “Deram-nos bons conselhos e começámos a saldar dívidas com muito esforço, mas encarávamos estes pagamentos como uma vitória a dois. Fizemos muitos sacrifícios para recuperar a nossa situação financeira, mas conseguimos”.
 

O amor vence tudo. Mesmo a crise?

 

 O desemprego ou a falta de rendimentos podem trazer ao casal problemas que até então não pareciam existir? Os especialistas dizem que não são a única causa, mas que podem contribuir para aumentar o conflito.

 

A expressão "quando há amor não há crise", utilizada para afirmar que o amor vence tudo, pode estar a ser afectada pela realidade económica. Com a pressão do desemprego ou a redução de rendimentos, surgem problemas que até aqui não existiam e a intimidade no casal arrisca-se a perder pontos para as preocupações económicas. A aposta no afecto e na cumplicidade como pilares para a sobrevivência de uma relação pode estar tremida. O amor pode não ainda estar falido, mas o desejo está em crise.
As notícias falam em mais austeridade, a ameaça de desemprego está presente ou já aconteceu, impostos e dívidas acumulam-se, a conta no banco emagrece e as despesas aumentam, os filhos precisam de apoio, a mulher reclama da falta de atenção do marido, e este de que a mulher o procura cada vez menos, o companheiro já nada diz à companheira quando esta chega a casa depois de um dia de trabalho. Toda esta pressão pode acabar com uma relação?
“A crise económica afecta a vida dos casais, mas sendo um problema que os afecta em conjunto e a toda a família, não penso que constitua por si um factor de ruptura conjugal”, responde o psiquiatra José Gameiro.
 
 
 
 

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